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Espaço cultural casa da música - RJ

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Entrevista com Sidney Linhares

O guitarrista, violonista, compositor e professor Sidney Linhares, nasceu no Rio de Janeiro em fevereiro de 1972, no bairro Lins de Vasconcelos, Zona norte do RJ. Filho da Dona Ivanete e do José do Carmo, irmão do baixista Marcelo Linhares e pai da lindinha Maria Flor. Discografia riquíssima, compartilha com a Casa da Música, nessa entrevista, um pouco da sua história, um pouco mesmo, porque, pra falar sobre os trabalhos já realizados e sua experiência musical, precisaríamos de muitas páginas, mas, vamos aproveitar o que ele divide nesse momento com a gente, registrando que essa entrevista foi realizada e escrita prazerosamente por mim, Rosangela Haydem, que ouvi atentamente seus relatos, e espero que vocês sintam a mesma intensidade e alegria que eu.
 
Casa da Música:  Vamos começar pelo magistério! Já ouvimos muito sobre a sua carreira, fala pra gente, como começou?
 
Sidney: Estudei durante dois anos Harmonia Funcional, com o renomado professor Sérgio Benevenuto que já deu aula para músicos como: Arthur Maia, Heitor TP, Wiliam Magalhães, Marcelo Martins, Carlos Almada entre muitos outros. Quando conclui o curso, o Sérgio me convidou para dar aulas de Harmonia, guitarra, violão e improvisação , na sua escola, a Rio Música , fiquei por lá, 12 anos. Formei muitos músicos que estão atuando no mercado até hoje.
 
Casa da Música: Nossa! E vc pode citar alguns desses músicos? 
 
Sidney: São vários, mas, prefiro não citar, porque, posso esquecer algum nome, e ser injusto com os outros, que são muito queridos. Durante a minha vida no magistério musical, tive cerca de 1.000 alunos.
 
Casa da Música: E qual era o diferencial da sua aula?
 
Sidney: Acho que o diferencial da aula é perceber e trabalhar as virtudes e limitações de cada aluno. Acredito que trabalhar um poder criativo e a personalidade artística, porque o perfil dele, é o mercado musical, ou seja, ele ou já está atuando, ou pretende atuar, não são iniciantes.
 
Casa da Música: Então vc sempre ensinou teoria?
 
Sidney: Não! Vou explicar melhor! Harmonia funcional é uma teoria, estudar o esqueleto da música. Eram turmas de Harmonia funcional com vários instrumentistas: saxofonistas, pianistas, além dos guitarristas e violonistas.
 
Casa da Música: Pode explicar o que é Harmonia Funcional?
 
Sidney: Harmonia é uma das peças na construção musical. Não é sinônimo da música, mas serve a seu propósito. Seu estudo consiste em correlacionar sons simultâneos, combinações de notas sob as mais diversas disposições, as quais chamamos de acordes, já Funcionalidade é o estudo que permite a caracterização dos acordes, suas funções e construções dentro da tonalidade.
 
Casa da Música: E Improvisação? É possível aprender a improvisar?
 
Sidney: Sim! É um estudo onde se começa entendendo a estrutura da música. É o momento musical onde o músico cria na hora, no agora... Quando se lê a palavra improviso, logo vem à cabeça, algo feito sem preparação alguma, porém na música, isso, se torna diferente. Na música, para improvisar é preciso ter conhecimento, estar preparado, abastecido de opções.
 
Casa da Música: Vamos voltar um pouco mais ao passado. Quando conseguiu seu primeiro instrumento? Comprou? Presente? 
 
Sidney:  Eu gostava de música, mas, curtia muito mais, bike, rodava tudo e aprontava todas, e o meu irmão Marcelo tinha começado a tocar. Nossa avó comprou o primeiro baixo, e ele tocava com os garotos da rua. Depois comecei a andar com eles, e isso de alguma forma me fascinou. Eu queria tocar a guitarra, mas não tinha instrumento, e nem condições de comprar, aí comecei a trabalhar como office boy no escritório do advogado Paulo Goldrajch, (durante a entrevista, fiquei sabendo que ele havia morrido em 2006, ele foi um grande incentivador, me cobrava o estudo, fiquei triste, a morte sempre faz isso!) Graças a esse trabalho, juntei dinheiro pra comprar a primeira guitarra, era uma Giannini SG usada. Nossa! Que viagem no tempo!
 
Casa da Música: Quando você decidiu pela música profissional?
 
Sidney : Estava com 16 ,17 anos, a partir de um baixo que meu irmão comprou do Jorjão Carvalho, através de um anúncio do jornal Balcão. Ficamos amigos dele, e ele nos levava pra todos os shows e ensaios, eu, ficava quietinho assistindo e aprendendo. Assisti nessa época: Edu Lobo, Simone, Gal Costa, Sivuca, Paulo André, Genival Lacerda e muitos outros. Antes se gravava muito, existiam muitas gravadoras, mas quem realmente me tocou de verdade, foi Cassiano, com Primavera, depois Cláudio Zolli com a Noite do Prazer, e Bebeto. A batida mexia muito comigo. Decidi que era aquilo o que eu queria pra minha vida, cheguei a estudar 18 horas por dia, posso dizer que, é importante fazer duas coisas: 1) Adquirir o hábito de praticar, logo, o primeiro passo é conseguir colocar o costume de praticar no nosso dia a dia.; 2) Aprender de maneira inteligente. Nessa Ordem!
 
Casa da Música : Que lugares já tocou? 
 
Sidney: Brasil, praticamente todas as cidades, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Israel, Jordânia.
 
Casa da Música : Com quem já tocou?
 
Sidney: Como instrumentista atuei em gravações e shows ao lado de Cassiano, Mike Stern, Cláudio Zoli, Milton Nascimento, Emilio Santiago, Seu Jorge, Zé Ricardo, Banda Black Rio, Pe. Fabio De Melo, Gabriel Moura, Karla Sabah, SNZ, Pepeu Gomes, Baby do Brasil, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Armando Marçal, Lourenço Poeira,Thales Roberto, Cesar Camargo Mariano, Elza Soares, Chico Cezar, Seu Jorge, Mano Brown, Racionais, Don Pixote, Racionais, Mobb Deep Kiko Continentino, Alberto Continentino, Aleh Ferreira, Marcelo Linhares, Macau, Chocolate, Widor Santiago, Delia Fisher, Gláucio Ayala, Kim Pereira, Mano Brown (Racionais), Arthur Maia, Willian Magalhães,  Paulo César Barros,  Prateado, Gustavo Lins, Di Mostacato, Glauco Fernandes, Marcio Menezes, Marcio Resende, Henrique Band, Fael Mondego, Cláudio Infante, George Oliveira, Cris Dellano, André Rafael, Marcelo Mariano, Lica Cecato, Jorjão Barreto, Hadrien Feraud ,Jorjão Carvalho, Davi Feldman, Wilson Meirelles, Edson Menezes,  Gabriel Grossi, Adriano Trindade, Carlos Lyra, Luiz Melodia, Mielle, Eduardo Ardanuy, Gerson King kombo, Macau, , Zé Canuto, entre outros.
 
Casa da Música: Quando vc começou a compor?
 
Sidney: Ainda adolescente, isso sempre foi muito forte, já compus cerca de 150 canções!
 
Casa da Música :Quantos discos já gravou?
 
Sidney : Em 2000 - Obrigado volte sempre ! Lancei pela Sony, onde contei com muitas participações especiais, foi gravado e mixado no AR Studios no Rio de Janeiro. Esse estúdio foi considerado um dos melhores Studio da America Latina. Nesse CD registrei, fortes influências do Jazz, MPB, R&B e Black Music. É um trabalho instrumental, mas também, enfatiza a voz, como instrumento melódico, e essas vozes são de Cassiano, Cláudio Zolli e Fael Mondego.
Todas as composições do CD Obrigado volte sempre, são minhas, também contei com participações especialíssimas de grandes músicos, Wiliam Magalhães (Banda Black Rio), Arthur Maia (Gilberto Gil, Cama de Gato),Claúdio Zoli (Solo) Widor Santiago (Milton Nascimento,Flora Porin e Airton Moreira), Délia Fisher, Kiko Continentino e Alberto Continentino (Milton Nascimento e Ed Motta), Gláucio Ayala, Cláudio Rosa (Alexandre Pires), Chocolate (Lulu Santos), Kim Pereira (Victor Biglione), Cláudio Andrade (Gilberto Gil e Seu Jorge) e do meu irmão, o contrabaixista Marcelo Linhares (Zé Ricardo e Victor Brooks).
Nesse CD também tem a participação do guitarrista americano Mike Stern que é considerado um dos maiores guitarristas da atualidade. Mike já tocou com Miles Davis, Jaco Pastorius, Bily Cobam, por isso, o título que ele recebeu, é mais que merecido.
 
Casa da Música: Eu li, vários depoimentos referentes a esse trabalho em especial, e é realmente, muito bacana, ter um trabalho tão primoroso reconhecido, e em fontes diferentes. Alguns deles, vale a reprodução.
Mike Stern (Miles Davis, Billy Cobam,Jaco Pastorius )
"De vez em quando escrevo uma música ou começo a escrever algo durante a estada naquele lugar. Ontem, por exemplo, gravei uma música no disco do guitarrista brasileiro Sidney Linhares, que me convidou, então, escutei as músicas do álbum dele e achei-as lindas, durante a gravação, parei por uns minutos e escrevi algumas ideias para mim, para talvez utilizar mais tarde ."
(Traduzida)
 
Wiliam Magalhães (Lider da Banda Black Rio ) Revista Backstage (nov/2001)
"A música instrumental sempre teve uma concepção mas artística e o disco do Sidney, vem trazendo um sabor novo para essa música, um novo padrão.A quantidade de pessoas que ele conseguiu reunir , grandes músicos tudo acrescentou muito . Eu acho que o Sidney conseguiu fazer um trabalho com uma concepção nova a nivel de composição , arranjo e bom gosto na escolha do repertório e tímbres .Eu sinto que todos os músicos que estão participando tem um carinho muito especial por este trabalho que já esta despontando para uma nova fase na música instrumental brasileira nesse milênio."
 
Romero Lubambo (violonista radicado nos Estados Unidos a 30 anos)
Gostei muito do Cd do  Sidney Linhares. É super bem produzido, bem tocado e bem arranjado. Gosto muito da música Rio Antigo. Mas gostei de tudo. As participações do Mike Stern, Arthur Maia e também as outras foram ótimas. O William Magalhães sempre arrasa. E o Linhares está tocando muito. Parabéns e muita sorte para o projeto.
 
Eduardo Costa (Técnico de gravação do AR Studios ) Revista Backstage (nov/2001)
" O álbum dele está maravilhoso. Ele deixa as coisas fluírem de forma muito natural. A mixagem ficou muito fácil porque tudo está muito bem tocado, os músicos são muito bons e esta tudo muito bem feito. Eu não tenho o problema de alguns discos, por exemplo, de ter que ficar escondendo os defeitos na mixagem, por estar tudo bem feito, gravado e produzido."
 
Cassiano ( Cantor e compositor ) Revista Backstage (nov/2001)
"O convite surgiu há um ano, em uma festa de aniversário que teve na minha casa. Meses depois , eu ouvi o trabalho dele e achei demais, eu falei : "esse cara é o Miles Davis do Brasil" . Ele tocou com a Black Rio , já gravou uma música que compomos juntos , já fizemos várias coisas juntos . É sempre demais ."
"Conheci o Linhares no dia do meu aniversário em uma festa surpresa e ele passou a noite inteira conversando com a minha mãe e troquei no máximo três palavras com ele, mas percebi que ele era uma pessoa nobre pelo seu olhar e atitude e aquele primeiro contato marcou porque ele soube chegar. A partir desse momento, fizemos vários trabalhos juntos como a volta da nova Black Rio (Movimento) é sempre muito gratificante trabalhar com Linhares. Em 1965 o Brasil ouvia Zimbo Trio que com sua dinâmica musical enchia os olhos no nosso povo. Vários anos se passaram e hoje temos esse artista que está fazendo uma nova música instrumental brasileira para o povo, com influência do Jazz e da música Pop e com um romantismo e simplicidade nas melodias, que é pouco comum na música instrumental e com uma sofisticação rítmica e melódica ímpar que poucos artistas tem essa capacidade. Me senti muito honrado em participar pela primeira vez na minha vida de um projeto instrumental que considero cinematográfico. Sempre digo que ele é um animal em extinção, um artista como Grande Otelo, Oscarito, Robson Jorge, Moacir Santos, Miles Davis...”
 
André Rafael (dono do AR Studios e produtor executivo do disco ) Revista Backstage (nov/2001)
 
"Eu não escuto muito música instrumental, mas tem coisas muito boas nesse disco. Tem coisas porque me agradam muito, que provam a versatilidade dele como, guitarrista. Atualmente ele esta gravando seu disco solo, é violonista do Emilio Santiago , toca com a Banda Black Rio , SNZ e comigo. Então, ele vai do instrumental passando pelo jazz, MPB, POP, etc. E toda essa versatilidade pode ser ouvida no disco dele . Eu acho que no meio instrumental vai ser um disco marcante. "
 
Casa da Música: Esses comentários são importantes pro nosso cenário brasileiro, e nós da Casa da Música, somos privilegiados por transcrevê-los.
 
Casa da Música: Em 2005, você apresentou um novo trabalho o “Sidney Linhares – TRIO” (Trinca 021 ). Fala um pouco sobre ele?
 
Sidney: É isso mesmo! Em 2005, formei um trio, com  Adriano Trindade (Bateria), Marcelo Linhares (baixo)! TRINCA 021, batizado com esse nome pelo cantor Seu Jorge.  Em 2007 lancei o primeiro disco Trinca 021- selo Scudpromo. São 11 faixas, 10 minhas. A produção e arranjos do CD, teve a participação de Gabriel Grossi (gaita), Wiliam Magalhães (piano), Mauro Zacarias (trombone), Fael Mondego e Alex Guedes (vocais).
Em 2008, a música As Afrikas, desse CD foi selecionada para uma coletânea de músicas Brasileiras (Jazzilia - Cool Brazilian Jazz Beats) lançada no exterior, pelo selo Water Music World.
 
Casa da Música : E o álbum Arvoreando?
 
Sidney: Eu mudei pra Maringá, no Estado do Paraná, ela é considerada uma das cidades mais arborizadas e limpas do país, e Arvoreando é um projeto de música instrumental que homenageia a cidade. Esse trabalho foi realizado através do prêmio Aniceto Matti; O objetivo desse prêmio é promover o desenvolvimento de atividades artísticas em âmbito do Município. Eu exaltei nesse trabalho, a belíssima arborização da cidade. Esse álbum teve participações especiais de Arthur Maia, Filó Machado, Willian Magalhães, Marcelo Linhares, Wallace Santos, Marco Brito, Mauricio Piassarolo, Adriano Trindade, Jaiminho Silva Nequinho, Chocolate ,Daniel Rodrigues, Mafran do Maracanã. A Produção executiva de Emmanuel Tavares e Dudu Sampaio - Estúdio DIPBR Consultoria em arborização urbana: André Sampaio (Deco) Projeto gráfico: Lucas Moreira Gravações adicionais: Girafa Estúdio (PR), AR (RJ), Wills House (SP), Arthur Maia (Niterói-RJ), SG Estúdio (São Gonçalo-RJ), Estúdio Filó Machado (SP), Estúdio Marco Brito (RJ), Maisestúdios (RJ). Produção executiva de Emmanuel Tavares e Dudu Sampaio - Estúdio DIPBR Consultoria em arborização urbana: André Sampaio (Deco) Projeto gráfico: Lucas Moreira Gravações adicionais: Girafa Estúdio (PR), AR (RJ), Wills House (SP), Arthur Maia (Niterói-RJ), SG Estúdio (São Gonçalo-RJ), Estúdio Filó Machado (SP), Estúdio Marco Brito (RJ), Maisestúdios (RJ) Vídeo: FENDA produções. Gravado no Estúdio DIPBR.
 
Casa da Música : O trabalho é realmente maravilhoso, ouvi as canções! Assisti um vídeo no Youtube! Link https://www.youtube.com/watch?v=DeCGtY1OHfM, que dá pra ter uma noção da arborização da Cidade, deu até vontade de viajar.
Casa da Música: E agora, em que projeto você está trabalhando?
 
Sidney: Em 2017 voltei ao Rio de Janeiro, meu berço, depois de oito anos morando no Paraná, e recebi o convite da Rosangela Haydem pra dirigir o Espaço Cultural Casa da Música. A meta é poder tornar a Casa da Música em referência de ensino. Só posso dizer que é um trabalho muito prazeroso e desafiador, e hoje me realizo com os jovens músicos e vamos até o final evoluindo cada dia com a referência de ensino da arte em geral com padrão de excelência, inserindo sempre os trabalhos e projetos sociais em seu contexto. Uma honra fazer parte desse Time. Agradeço pela parceria e confiança e todos os amigos músicos que fiz ao longo da minha carreira, e que estão nos apoiando e divulgado a escola, em especial: Arthur Maia, Paulo César Barros, Léo Gandelman, Marcelo Linhares, Alexandre Carvalho, Sérgio Benevenuto, Paulinho Guitarra...Vida longa ao Espaço Cultural Casa da Música.
 
Casa da Música: Como falei no início, foi apenas um pouco, e essas respostas, nos deram, uma visão mesmo que superficial, do início da carreira, e do magistério, desse incrível músico brasileiro, que serve de exemplo para os jovens músicos. Nessa entrevista apaixonante, porque teve uma entrega verdadeira e entusiasmada de volta as origens, ao passado, remexer coisas guardadas, selecionar em função do pouco espaço, apenas um pedacinho da vida, do quanto estudou e ainda estuda, do quanto aprendeu e aprende todos os dias, enfim, podemos concluir a profissão belíssima que é o magistério musical, e a profissão de músico, que não basta o talento, é preciso técnica, e essa se aprende, que estudar é o melhor caminho.
Parafraseando o seu primeiro disco! “ Obrigado VOLTE SEMPRE”!
 
Notas e referências sobre outros trabalhos realizados pelo guitarrista entrevistado:
De 1994 à 2000 acompanhou artistas e trabalhou no Transatlántico Rembrant pela costa do Brasil, Argentina e Uruguai tocando vários estilos musicais.
Em 2001, gravou com a lendária Banda Black Rio no CD Movimento, que depois de 20 anos retornou ao cenário musical brasileiro, sob o comando de William Magalhães (pianista e produtor), filho do fundador da banda Oberdan Magalhães.
Esse disco foi relançado em outros países como Japão, e alguns países da Europa com o nome Rebirth.
Em 2007, Participou como compositor e produtor de duas músicas ( O outro lado do Rio e Salve dom) no CD do percussionista Armando Marçal (ou mestre Marçal) no CD Lado a lado. Este é o primeiro trabalho solo de um dos maiores percussionistas da história da música brasileira. No exterior construiu carreira ao lado de Pat Metheny e ainda dividiu o palco com Paul Simon. Nesse trabalho eclético, Marçal explora o Samba e o Jazz junto com a precisão de ritmos mágicos de sua percussão. O CD ainda conta com a participação de João Bosco, Ivan Lins, Amilton de Holanda, Nei Lopes, Cristovão Bastos, Cláudio Zoli, Marcelo Martins, Leonardo Amuedo, Marcelo Mariano, Jota Moraes, entre outros.
No ano de 2007, ainda participa como instrumentista no CD do cantor e compositor popular Lourenço, que emplacou grandes sucessos como Poeira (Ivete Sangalo), Mineirinho, Tá por fora, Sai da minha aba (Só pra contrariar). O disco contou com a participação da cantora Alcione.
Em 2008 Gravou o CD do Saxofonista Marcio Menezes com participações de nomes como André Vasconcellos, Arthur Maia, Di Steffano, Filó Machado, Hamilton Pinheiro, Manuel das Confusão, Marco Brito, Michel Leme, Mike Soares.
Ainda em 2008 Sidney Linhares foi convidado a integrar a banda oficial do Padre Fábio de Melo, o artista mais comentado e campeão de vendas de discos há 3 anos consecutivos, o que o possibilitou dividir o palco com grandes nomes da musica brasileira como Milton Nascimento, Paulinho Pedra Azul, Fagner, Fafá de Belém, Ary Piassarolo, entre outros. Neste trabalho, Sidney Linhares participou das gravações de 6 discos e 5 DVD’S gravados ao vio, sendo eles respectivamente: 2009 Eu e o tempo (CD e DVD ao vivo, gravados no Canecão, Rio de Janeiro-RJ), 2010 Iluminar (CD) contando com participações de André Leono, Roupa Nova, Elba Ramalho e arranjos e produção musical do maestro Jota Moraes. 2010 Iluminar (DVD ao vivo) gravado no HSBC Hall em São Paulo-SP, em Setembro de 2011, participou de mais uma gravação com o Pe. Fabio de Melo pela Sony Music, com direção musical de Bozzo Barreti e produção de Cezar Augusto, desta vez um CD e DVD Sertanejo de raiz, gravado no Teatro Abril em São Paulo, intitulado No meu interior tem Deus, com participação especial do Dominguinhos, 
 
Há 18 anos trabalha com a Banda Black Rio e William Magalhães lider da banda, onde atuou nos discos "Movimento" (2001), "Rebirth"e "Super nova Samba Funk" e no momento gravando o quarto projeto.